Eu me chamo Conceição, sou casada e tenho 02 filhos, um com 19 a e outra com 18 anos. Então, minha travessia começou em final do ano de 2.000, precisamente no dia 29/11/2000, dia do aniversário do meu marido, aonde planejávamos sair para jantarmos e eu tinha consulta à tarde, pois estava fazendo exames preventivos e no resultado foi diagnosticado a leucemia mielóide aguda (LMA), que jantar que nada, fui imediatamente do consultório do médico para o hospital, nem pude me despedir dos meu filhos, que estavam então com 08 e 09anos. Começa então a corrida contra o tempo: internações, quimioterapias, transfusões e então começam a aparecer os efeitos da quimio palidez, queda de cabelo, baixa imunidade, sempre contando com o apoio do marido que não desistiu de mim, pedidos em orações, presença de amigos, conforto de familiares e a ficha sem cair, tudo foi tão rápido e na mesma época que estava passando a novela global laços de família, que inclusive eu fui proibida de assistir, pois é, naquele momento a vida imitou a arte e não ao contrário. Mas, consegui vencer a batalha, fiquei em remissão (stand by) por 02anos, me sentindo ótima, o cabelo já tinha crescido e estava lindo, enfim me sentindo “bonita de novo”.
Maria da Conceição Queiroz de Sena
By Osni Passos | Published outubro 4th, 2010Márcia Heloisa Branco da Fonseca Cerri
By Osni Passos | Published fevereiro 17th, 2010
No dia 05 de janeiro de 2008, eu com 35 anos assistia televisão e tomava sorvete em um sábado comum quando comecei a babar. Com a voz alterada, pedi ao meu marido que telefonasse para minha irmã, que é medica, mas ele já muito preocupado com os sintomas pediu para minhas filhas se arrumarem rápido para irmos para o Hospital.
Já ao me trocar percebi que o braço esquerdo não respondia e precisei de ajuda para chegar até o carro. Tudo isso aconteceu por volta das 22 horas e para minha sorte em vinte minutos eu estava no pronto Socorro do Hospital de Joinville, praticamente inconsciente, onde através de uma tomografia os médicos identificaram um AVC Hemorrágico, que precisou de uma intervenção cirúrgica de emergência. Na madrugada do dia 06, depois da cirurgia fui levada para UTI onde fiquei em coma induzido por 15 dias.
Inconsciente não sabia que do lado de fora, familiares, amigos e equipe do hospital lutavam para eu retornar, com muito trabalho, orações e amor. Todos eles, em especial os familiares, contam do sofrimento, do medo da perda, da solidão. Neste período perdi o aniversario da minha filha mais nova e perdi minha festa de formatura, mas o maior presente foi retomar a consciência em 19 de janeiro. Ainda confusa, comecei entender o que havia acontecido, um AVC decorrente de uma mal formação arteriovenosa (MAV) que estava escondida em meu cérebro e que infelizmente sangrou, causando este derrame.
Começava a minha luta… A primeira batalha era voltar a falar e comer, com ajuda de uma fonoaudióloga ainda no hospital reaprendi a mastigar, a engolir e falar. Consegui assim me livrar da alimentação por sonda que usei por mais de 20 dias. Ainda totalmente dependente, como um bebê, precisava de alguém para tomar banho, me trocar, ir ao banheiro, comer, ou seja, precisava de ajuda para tudo. Fora da cama, só usava a cadeira de rodas, pois o lado esquerdo do meu corpo estava totalmente imóvel. Ainda no quarto do hospital iniciei trabalhos com fisioterapia, no entanto quando deixei o hospital no dia 29 de janeiro de 2008, estava ainda na cadeira de rodas. Mal sabia eu que o meu martírio estava tendo início naquele momento, pois até então não havia sofrido tanto, devido ao efeito dos remédios que me deixavam confusa e as limitações físicas não eram postas a prova dentro do hospital.
O próximo passo então mais necessário era deixar a cadeira de rodas. Isso era possível e a expectativa entre os familiares e amigos era bastante grande, me fazendo lutar para que esta e outras melhorias ocorressem. Com ajuda dos fisioterapeutas e dos familiares que em nenhum momento me abandonaram, consegui um mês depois andar sem a cadeira de rodas, apoiada com auxilio de outra pessoa. Com isso veio um pouco mais de independência e isso me motivava a continuar os exercícios. Com uma festa, celebramos a minha formatura atrasada e também este momento de vitoria. No entanto, o medo de um novo AVC ainda pairava sobre nós e tive que me submeter a uma radiocirurgia em Curitiba. Este tratamento só surtiria efeito algum tempo depois, quando a mal formação seria ocluida, acabando com riscos.
Com acompanhamento medico, alem de uma fisioterapeuta e de uma terapeuta ocupacional, continuo buscando aperfeiçoar meus movimentos de perna e braço, este ultimo ainda com pouca funcionabilidade e com bastante espasticidade (contratura muscular).
Quase um ano depois, iniciei meu trabalho como Psicóloga num consultório. No período de recuperação estudei um pouco sobre deficiência adquirida, li alguns livros de pessoas que passaram por um AVC e quero me aprofundar nesta área para ajudar outras pessoas que passam por sofrimentos parecidos com este.
Me deparo todos os dias com as limitações que antes eu não tinha, mas tento vencê-las e a melhor maneira que vejo é encará-las de frente, sofro com isso sim, mas não desisto dos meus sonhos.
Alem do trabalho, meu próximo passo será voltar a dirigir, com adaptações no carro isso também é possível !!!
Nunca deixei de reagir, mas as vezes me sinto desanimada. É muito ruim ter uma vida normal e perde-la de repente. Perder a liberdade de
fazer o que quer, vestir o que quer, desejos simples… como querer usar um sapato de salto e não poder, não poder correr, saltar, andar de bicicleta, nadar…
As vezes me canso, (mental e fisicamente), mas com isso também aprendi que alguns sonhos podem ser mudados, outros adiados e outros ficaram para trás. As vezes me pego imaginando que desço rapidamente do carro, ou que levanto rápido de uma cadeira para pegar alguma coisa, mas sei que isso ainda não é possível e talvez nunca mais seja. Prefiro pensar que se Deus me fez passar por tudo isso, me dando no inicio uma vida normal, mas depois colocando limitações, deve ter tido motivos para isso. Me deixou com limitações físicas mas preservou minha mente saudável. Posso falar com as pessoas que amo, apreciar uma boa comida, ver coisas lindas, ler um livro, escrever este texto, apreciar a vida, fazer o meu trabalho e ajudar outras pessoas, que passou a ser meu objetivo neste momento. Isso sim me motiva.
Minha formação em Psicologia me ajudou bastante. Primeiramente, se fosse uma profissional que dependesse dos braços para trabalhar (uma dentista, por exemplo), seria o fim. A Psicologia, além de me ajudar entender que muito dependia de mim, é uma profissão que posso exercer normalmente com minhas deficiências físicas.
O carinho dos familiares e amigos além do apoio dos especialistas (médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogo, psicólogos) é fundamental. No entanto se eu não pensar em mim, dizer o que quero, lutar pelos meus direitos a vida dos outros continua independente da minha e por isso tenho que me manter forte.
O amor que sinto pelo meu marido e minhas filhas faz com que eu queira ser melhor a cada dia para poder compartilhar a vida com eles.
Quando sai do hospital, aceitar ou não, não era uma opção, era um fato.
Na minha cabeça eu podia ficar só lamentando o que aconteceu, sem ao menos sair da cadeira de rodas ou ir a luta para ter minha vida como era de volta. Sei que nunca mais serei como antes, mas trabalho todo dia para melhorar a minha qualidade de vida e deixá-la o mais próxima possível do normal.
Hoje, aos 37 anos, tenho a consciência que sou deficiente física e que esta nova situação me faz lutar por novos direitos. Tenho vontade de trabalhar cada vez mais com pessoas que adquiriram uma deficiência, pois sei que posso contribuir através da minha formação acadêmica e de uma experiência de vida, que é lógico, preferia não ter tido, mas já que me foi imposta, quero tirar o melhor proveito dela.
Eriberto Fleischmann
By Osni Passos | Published fevereiro 3rd, 2010
Meu nome é Eriberto Fleischmann sou professor de Educação Física, 51 anos e a historia que vou relatar à vocês aconteceu comigo no ano de 2007. Tudo corria bem comigo, trabalhava de manhã, a tarde e a noite, quando em duas ocasiões tive uma grande falta de ar. Foram os primeiros alertas de que algo não estava bem. Mas, continuei minha rotina de trabalho, inclusive fiz minha inscrição para a corrida de São Silvestre na qual, no ano anterior, eu havia participado. Fiz alguns exames ECG (eletrocardiograma) e para minha surpresa, apareceu um pequeno problema cardíaco.
Procurei um cardiologista e após alguns exames, foi marcada um cirurgia para correção do problema. Foi marcado o procedimento para 18 de dezembro de 2007, um dia após meu aniversário de casamento (25 anos). A cirurgia foi um sucesso, fui para casa depois de 3 dias e me recuperava bem. Já era véspera de natal, dia 24, e eis que começaria alí, neste dia, exatamente as 10:00 horas da manhã, meu mais terrível pesadelo: tive um AVC isquêmico, que me paralizou o lado direito e a fala, justo a fala que é meu instrumento de trabalho. Rapidamente, minha mulher percebeu a gravidade da situação (não cheguei a perder a consciencia) e rapidamente ela chamou a ambulância e em menos de 40 minutos, já estava sendo atendido no hospital da Unimed, sendo que meu médico cardiologista (dr. Poffo) prontamente certificou-se da parte cardíaca e outro médico cuidou da parte do AVC.
Fiquei 2 dias na UTI, em observação, sempre lúcido, reconhecendo meus parentes e amigos. Depois fui transferido para um quarto e em seguida, começaram as sessões de fisioterapia (o que é muito importante começar o quanto antes). O dr. Norberto Cabral assumiu meu caso, e por indicação dele, fui seguindo suas orientações quanto a minha recuperação, que eram as sessões de fisioterapia, fono, TO, hidroterapia, massoterapia e acunputura. Voltei para casa depois de 10 dias e comecei minha recuperação. Já se passaram 2 anos e me considero 90% recuperado, voltei a dirigir, pedalar, fui até São Paulo (dirigindo) e participei da São Silvetre (15 Km), e continuo fazendo meus exercícios e sessões de fono, pois minha fala ainda está comprometida, mas já consigo conversar um pouco. A fala é mais demorada para recuperar, mas eu contimuo em frente, com muita garra e determinação em Deus. Eu sou a prova viva que é possivel sim, uma boa melhora.
Um abraço
Prof. Ms. Eriberto Fleischmann
CREF – 536-G/SC
Del. Adj. FIEP/SC
Terezinha Hunka
By Osni Passos | Published setembro 15th, 2009Entrevista realizada em 24 de março de 2006, na U-AVC do HMSJ Joinville/SC com a Sra. Terezinha Hunka, filha da Sra. Sofia Oratch Hunka (vítima de AVC em março de 2006).
Gisele: O que a Sra. Sofia sentiu e quando aconteceu?
Terezinha: A mãe mora com dois filhos e ela foi encontrada caída desmaiada as 6 horas do dia 01 de março em cima do fogão. Inclusive com a mão e o pé queimados com água quente porque ela estava preparando o café.
Gisele: Qual foi a reação dos familiares no momento?
Terezinha: Meus irmãos ligaram para os paramédicos e pra mim. Eles chegaram rápido e conseguiram colocar minha mãe na cama, ela continuava desmaiada. Trouxeram ela para a emergência do Hospital São José.
Gisele: A Sra. Sofia fazia tratamento para alguma doença?
Terezinha: Ela fazia acompanhamento no Posto de Saúde e às vezes no Cardiologista particular porque tem problemas cardíacos e pressão alta. Ela já tomava muitos medicamentos como: metildopa, amiodarona, ácido acetilsalicílico, cloridrato de deltiazen, furosemida e candesartana cilexetila.
Gisele: O que aconteceu no hospital?
Terezinha: No hospital me informaram que era Derrame e que ela precisava tomar um medicamento, trombolítico, com urgência, só que era preciso da minha autorização. Eu estava muito nervosa e não sabia se autorizava ou não. Acabei autorizando.
Gisele: O que a Sra. sabia sobre AVC (Derrame)?
Terezinha: Não muita coisa, achava que derrame era uma parada no coração, que paralisava um lado do corpo.
Gisele: E a Sra. já conhecia esse medicamento trombolítico?
Terezinha: Não. Só sei o que eles me falaram na hora, que poderia ser usado em até 2 ou 3 horas de quando o paciente tem o Derrame e que faz o sangue voltar a circular no cérebro.
Gisele: O que a Sra. aprendeu no hospital sobre AVC?
Terezinha: Que o AVC não é no coração e sim no cérebro, que quando o sangue tá grosso não chega até lá. A pessoa pode ficar sem movimento na metade do corpo, sem falar, confusa, com dificuldade para comer, alterar a visão, ficar tonta e vomitar.
Gisele: E o que causa o AVC, a Sra. sabe?
Terezinha: Fumar, beber, colesterol, gordura, diabetes, problemas no coração e pressão alta.
Gisele: E o que deve fazer a família do paciente assim que perceber que ele está com sinais de AVC?
Terezinha: Deve levar para a emergência de uma hospital, porque tem esse medicamento que pode ser usado em até 3 horas após o derrame. Não deve procurar posto de saúde.
Terezinha Hunka
Renato Bueno
By Osni Passos | Published setembro 15th, 2009Me chamo Renato Bueno e quero relatar aqui a experiência que passei.
No dia 10 de maio de 2001, saí de casa às 16:10hs e fui às compras para abastecer o restaurante que eu e minha esposa tocávamos. Logo em seguida, às 16:32 o celular tocou, era minha esposa me ligando. Quase sem poder falar pode me dizer a tempo que não estava bem, senti que a situação era grave e saí imediatamente para casa.
Ao chegar lá, 5 minutos depois, a encontrei caída no banheiro, tentei falar com ela, fiz algumas perguntas e imediatamente a levei ao pronto socorro do Hospital Regial de Joinville, onde ela recebeu os primeiros atendimentos e aí, se constatou que ela havia sofrido um AVC hemorrágico de tronco. Foi tudo muito difícil para mim, pois sou muito ligado a ela, sabia que seria difícil, mas encontrei forças para enfrentar tal situação, que me foi imposta.
Ela foi transferida para a UTI do Hospital Municipal São José, depois ao centro cirúrgico e mais tarde a UTI novamente, para recuperação.
Eu e a Valdete, minha esposa, vivemos praticamente 70 dias dentro do hospital, primeiro o estado de coma, depois a recuperação, a cirurgia reparadora e novamente a recuperação. Apartir daí, comecei uma luta interna para estar preparado para tudo que ainda estava por vir.
Eu sabia que ela ficaria com seqüelas, mas não sabia quais.
Dediquei-me a recupera-la com todo o meu amor, pois ela ficou pra mim igual um bebê, dependente de praticamente tudo.
Eu e ela lutamos durante um ano e meio, cada passo alcançado era uma vitória, era motivo de orgulho e satisfação, pois sua recuperação era assustadoramente rápida. Pois lembro-me que os médicos (verdadeiros anjos) diziam que o quadro dela era muito delicado.
Aprendi muito com ela, me sinto um vencedor por que tenho junto de mim uma pessoa que amo hoje praticamente recuperada. Suas seqüelas não abalam meu amor. Somos felizes, vivemos muito bem, ambos temos nossas limitações, mas isso não nos impede de viver-mos.
Somos muito gratos àqueles médicos que nos atenderam e sei que para tudo isso, valeu a rapidez no atendimento preliminar, o empenho deles a dedicação das fisioterapeutas e a vontade enorme de viver.
Uma abraço.
Renato Bueno
Iselma Noriller Albano
By Osni Passos | Published setembro 15th, 2009Chamo-me Rafael, sou Genro de Dna. Iselma Noriller Albano, a qual sofreu um Acidente Vascular Cerebral no dia 28/10/04, por volta das 13:15 Hs.
Este Fato ocorreu na casa de sua Nora Marili, que presenciando o quadro estático de Dna. Iselma caída no chão contactou imediatamente os paramédicos e em seguida me ligou solicitando ajuda.
A unidade dos Paramédicos chegou rapidamente ao local e após analisar os sintomas encaminhou-a para o hospital Municipal São José.
Dna. Iselma foi diretamente para a emergência e após uma série de Exames foi identificado que se tratava de um AVC bastante severo no lado Esquerdo de seu cérebro, após isto uma equipe especializada no assunto assumiu o caso e uma das primeiras ações tomadas por esta equipe, por volta de 14:20, foi a de aplicar uma injeção de trombolítico a fim de dissolver e desobstruir as artérias atingidas e assim minimizando ao máximo as futuras lesões, já que o AVC foi bastante GRAVE.
Dna. Iselma ficou 30 dias internada, na ala destinada especificamente a pacientes que sofreram AVC e foi acompanhada pela equipe médica chefiada pela DRª. CARLA.
Dna. Iselma recebeu alta com as seguintes seqüelas:
- Não falava;
- Sentava com auxilio e apoio de terceiros;
- Mão e perna esquerda imóveis.
Nos foi passado todo o tratamento de reabilitação que consiste em Fisioterapia, Hidroterapia, Terapia Ocupacional, fonoaudióloga e acompanhamento clínico e ambulatorial necessário.
Os familiares estão bastante contentes com sua recuperação, pois após 7 meses Dna. Iselma se locomove sozinha com auxilio de muletas, repete várias palavras, frases e as vezes tenta comunicar-se espontaneamente. Temos uma convicção, que tal evolução deve-se ao rápido e eficaz atendimento dos paramédicos, aliado ao excelente trabalho da equipe médica do Hospital São José, ao eficiente trabalho de recuperação e a enorme força de vontade de Dna. Iselma, o que nos dá a certeza de uma melhorar ainda maior com o passar do tempo.
Atenciosamente,
Rafael Martins Buttenbender
Edemar Lemos
By Osni Passos | Published setembro 15th, 2009Eu era uma pessoa que tinha boa saúde, sempre ativo, trabalhava, estava sempre de bem com a vida. Mas não cuidei da minha saúde, deveria fazer os exames no mínimo de seis em seis meses, mas não fazia. Foi então que tudo começou sem esperar. Fui vítima de um AVC.
Fiquei ruim, fui internado e medicado no mesmo dia, somente no outro dia percebi o que estava acontecendo comigo, tentei me virar e não consegui, percebi que meu lado direito estava paralisado, não consegui engolir nem falar, mal podia sentar. Fiquei vinte e três dias internado. Recebi alta e fui para casa. Nos primeiros dias foi muito difícil, estava muito deprimido, chorava muito, não conseguia dormir, não estava fácil e pensava como seria minha vida, como iria trabalhar, já que vivia do meu trabalho. Achei que era o fim!
Mas não era o fim, era o início de uma vida diferente. Somente dias depois, ao me ver no espelho disse para mim mesmo: Vá a luta, você sempre foi um guerreiro, lute que você vencerá.
Então segui as orientações recebidas durante a internaçõa fui à Associação de Deficientes Físicos de Joinville (ADEJ), falamos com a fisioterapeuta e então iniciei as sessões de fisioterapia. Fazia duas vezes por semana na ADEJ e nos outros dias fazia exercícios em casa, então percebi que vinha melhorando lentamente, voltei a andar e falar, em fim consegui, fazer coisas que pensei que jamais faria novamente. Hoje me encontro feliz.
Agradeço em primeiro lugar a Deus pela vida, pela força que ele me deu e pela lição de vida: Amar ao próximo e ter mais amor à vida.
Gostaria de agradecer de coração a todos os profissionais da área de saúde pelo amor, carinho e toda a dedicação. Agradeço em especial à minha família que sempre esteve comigo em todos os momentos.
Quero deixar uma mensagem a todas as pessoas que se encontram na mesma situação em que me encontarva: Por mais difícil e doloroso que seja, vale a pena lutar por todos os minutos da nossa vida. Tenha fé, esperança e não desista nunca.
A todos os leitores que leram esta mensagem, muito obrigado.
Edemar Lemos
Arciso Buzzi
By Osni Passos | Published setembro 1st, 2009Por volta do dia 25 de março de 2005, começou uma gripe, a qual trouxe dores na garganta e tosse, mas sem febre.
Já no dia 02 de abril, em torno das 12:00 horas, almocei normalmente, comendo arroz, feijão e carne. Após almoçar, depois de uns 20 minutos, deitei e dormi.
Aproximadamente depois de 30 minutos de descanso, acordei com muita tosse que chegou a travar a língua e não consegui mais falar. Tentei telefonar, mas não lembrava o número, “deu um branco total”.
Minha esposa chamou uma das filhas e imediatamente levaram-me ao PA do Costa e Silva.
Chegando lá, foi constatado que era AVC e logo em seguida fui levado para o Hospital Municipal São José, em Joinville/SC.
Ao chegar no São José, já não conseguia engolir água e ao preencher a ficha, a enfermeira percebeu que estava dentro do prazo para tomar uma medicação que poderia dissolver o coágulo formado. Mesmo havendo risco por 72 horas, foi autorizado o procedimento.
No segundo dia, foi colocada uma sonda par tomar água. Mas durante uma semana, tive muita falta de ar, principalmente da meia noite às 5:00 horas da manhã.
Depois disso, pude alimentar-me e comecei a melhorar, recebendo alta depois de 17 dias internado.
Duas semanas depois de sair do hospital, comecei a consultar-me com a Dra. Gisele, cuja médica ensinou-me como movimentar a língua para melhor falar e também como engolir alimentos, para não causar tosse.
Hoje melhorei bastante, mas ainda estou em tratamento, pois permaneço com excesso de saliva.
Arciso Buzzi

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