Pronunciamento com relação ao Dia Mundial de Combate ao AVC.
Ministro da Saúde fala sobre politicas de atenção ao AVC from ABAVC on Vimeo.
Pronunciamento com relação ao Dia Mundial de Combate ao AVC.
Ministro da Saúde fala sobre politicas de atenção ao AVC from ABAVC on Vimeo.

A cada seis segundos, independentemente da idade ou sexo, alguém em algum lugar morre de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Isso, no entanto, é mais do que uma estatística de saúde pública.
Organização Mundial de AVC ((World StrokeOrganization-WSO) está pedindo medidas urgentes para enfrentar a epidemia silenciosa, e lançou em 2010 a campanha de 2 anos “Um em cada seis” no Dia Mundial do AVC, 29 de Outubro.
O tema “Um em cada seis” foi escolhido para destacar o fato de que hoje, um em cada seis pessoas no mundo inteiro terá um AVC durante a sua vida. Todos estão em risco e a situação pode piorar com a complacência e a inércia.
A campanha comemora não apenas o fato de que o AVC pode ser prevenido, mas que os sobreviventes de AVC podem recuperar-se totalmente e manter sua qualidade de vida com o atendimento e tratamento correto e com o suporte adequado a longo prazo. A campanha tem o objetivo de reduzir o impacto do AVC agindo em seis desafios básicos:AVC
1. Conheça os seus próprios fatores de risco: hipertensão arterial, diabetes colesterol alto, arritmias cardíacas (fibrilação atrial).
2. Seja fisicamente ativo exercite-se regularmente.
3. Evite a obesidade, mantendo uma dieta saudável.
4. Limite o consumo de álcool.
5. Evite o fumo do cigarro. Se você fuma, procure ajuda para parar agora.
6. Aprenda a reconhecer os sinais de alerta de um AVC.
O AVC ocorre em qualquer idade e também afeta crianças. O AVC é a segunda causa de morte no mundo, sendo responsável por 6 milhões de mortes a cada ano. Ele é responsável por mais mortes anualmente do que as atribuídas à AIDS,tuberculose e malária juntos – três doenças que foram referências de sucesso em campanhasde saúde pública, capturando a atenção da mídia mundial e, consequentemente, convocando,líderes mundiais, governos e diversos setores da sociedade civil para agir.
No Brasil o AVC é a primeira causa de morte e incapacidade, com um enorme impacto econômico e social. Nós da Academia Brasileira de Neurologia, Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, Rede Brasil AVC e Associação Brasil AVC estamos unidos nesta, luta e faremos uma campanha Nacional de educação e alerta à população sobre a doença, a mesma campanha da Organização Mundial. A campanha iniciará no dia 23 de outubro (domingo) e terminará no dia 29 de outubro, dia Mundial do AVC. Juntem-se a nós. Mais informações nos sites www.redebrasilavc.org.br e www.abavc.org.br
PROGRAMAÇÃO JOINVILLE – SC
23/10 :
29/10:
DURANTE A SEMANA:
Realização:
Associação Brasil AVC
Unidade de AVC – HMSJ – Jlle
Liga de Neurologia da Univille
Programa de Residência Médica do Hospital Municipal São José
Apoio:
Clínica Neurológica de Joinville
Centro Hospitalar Unimed
Camara de Vereadores de Joinville
Eu me chamo Conceição, sou casada e tenho 02 filhos, um com 19 a e outra com 18 anos. Então, minha travessia começou em final do ano de 2.000, precisamente no dia 29/11/2000, dia do aniversário do meu marido, aonde planejávamos sair para jantarmos e eu tinha consulta à tarde, pois estava fazendo exames preventivos e no resultado foi diagnosticado a leucemia mielóide aguda (LMA), que jantar que nada, fui imediatamente do consultório do médico para o hospital, nem pude me despedir dos meu filhos, que estavam então com 08 e 09anos. Começa então a corrida contra o tempo: internações, quimioterapias, transfusões e então começam a aparecer os efeitos da quimio palidez, queda de cabelo, baixa imunidade, sempre contando com o apoio do marido que não desistiu de mim, pedidos em orações, presença de amigos, conforto de familiares e a ficha sem cair, tudo foi tão rápido e na mesma época que estava passando a novela global laços de família, que inclusive eu fui proibida de assistir, pois é, naquele momento a vida imitou a arte e não ao contrário. Mas, consegui vencer a batalha, fiquei em remissão (stand by) por 02anos, me sentindo ótima, o cabelo já tinha crescido e estava lindo, enfim me sentindo “bonita de novo”.
No dia 05 de janeiro de 2008, eu com 35 anos assistia televisão e tomava sorvete em um sábado comum quando comecei a babar. Com a voz alterada, pedi ao meu marido que telefonasse para minha irmã, que é medica, mas ele já muito preocupado com os sintomas pediu para minhas filhas se arrumarem rápido para irmos para o Hospital.
Já ao me trocar percebi que o braço esquerdo não respondia e precisei de ajuda para chegar até o carro. Tudo isso aconteceu por volta das 22 horas e para minha sorte em vinte minutos eu estava no pronto Socorro do Hospital de Joinville, praticamente inconsciente, onde através de uma tomografia os médicos identificaram um AVC Hemorrágico, que precisou de uma intervenção cirúrgica de emergência. Na madrugada do dia 06, depois da cirurgia fui levada para UTI onde fiquei em coma induzido por 15 dias.
Inconsciente não sabia que do lado de fora, familiares, amigos e equipe do hospital lutavam para eu retornar, com muito trabalho, orações e amor. Todos eles, em especial os familiares, contam do sofrimento, do medo da perda, da solidão. Neste período perdi o aniversario da minha filha mais nova e perdi minha festa de formatura, mas o maior presente foi retomar a consciência em 19 de janeiro. Ainda confusa, comecei entender o que havia acontecido, um AVC decorrente de uma mal formação arteriovenosa (MAV) que estava escondida em meu cérebro e que infelizmente sangrou, causando este derrame.
Começava a minha luta… A primeira batalha era voltar a falar e comer, com ajuda de uma fonoaudióloga ainda no hospital reaprendi a mastigar, a engolir e falar. Consegui assim me livrar da alimentação por sonda que usei por mais de 20 dias. Ainda totalmente dependente, como um bebê, precisava de alguém para tomar banho, me trocar, ir ao banheiro, comer, ou seja, precisava de ajuda para tudo. Fora da cama, só usava a cadeira de rodas, pois o lado esquerdo do meu corpo estava totalmente imóvel. Ainda no quarto do hospital iniciei trabalhos com fisioterapia, no entanto quando deixei o hospital no dia 29 de janeiro de 2008, estava ainda na cadeira de rodas. Mal sabia eu que o meu martírio estava tendo início naquele momento, pois até então não havia sofrido tanto, devido ao efeito dos remédios que me deixavam confusa e as limitações físicas não eram postas a prova dentro do hospital.
O próximo passo então mais necessário era deixar a cadeira de rodas. Isso era possível e a expectativa entre os familiares e amigos era bastante grande, me fazendo lutar para que esta e outras melhorias ocorressem. Com ajuda dos fisioterapeutas e dos familiares que em nenhum momento me abandonaram, consegui um mês depois andar sem a cadeira de rodas, apoiada com auxilio de outra pessoa. Com isso veio um pouco mais de independência e isso me motivava a continuar os exercícios. Com uma festa, celebramos a minha formatura atrasada e também este momento de vitoria. No entanto, o medo de um novo AVC ainda pairava sobre nós e tive que me submeter a uma radiocirurgia em Curitiba. Este tratamento só surtiria efeito algum tempo depois, quando a mal formação seria ocluida, acabando com riscos.
Com acompanhamento medico, alem de uma fisioterapeuta e de uma terapeuta ocupacional, continuo buscando aperfeiçoar meus movimentos de perna e braço, este ultimo ainda com pouca funcionabilidade e com bastante espasticidade (contratura muscular).
Quase um ano depois, iniciei meu trabalho como Psicóloga num consultório. No período de recuperação estudei um pouco sobre deficiência adquirida, li alguns livros de pessoas que passaram por um AVC e quero me aprofundar nesta área para ajudar outras pessoas que passam por sofrimentos parecidos com este.
Me deparo todos os dias com as limitações que antes eu não tinha, mas tento vencê-las e a melhor maneira que vejo é encará-las de frente, sofro com isso sim, mas não desisto dos meus sonhos.
Alem do trabalho, meu próximo passo será voltar a dirigir, com adaptações no carro isso também é possível !!!
Nunca deixei de reagir, mas as vezes me sinto desanimada. É muito ruim ter uma vida normal e perde-la de repente. Perder a liberdade de
fazer o que quer, vestir o que quer, desejos simples… como querer usar um sapato de salto e não poder, não poder correr, saltar, andar de bicicleta, nadar…
As vezes me canso, (mental e fisicamente), mas com isso também aprendi que alguns sonhos podem ser mudados, outros adiados e outros ficaram para trás. As vezes me pego imaginando que desço rapidamente do carro, ou que levanto rápido de uma cadeira para pegar alguma coisa, mas sei que isso ainda não é possível e talvez nunca mais seja. Prefiro pensar que se Deus me fez passar por tudo isso, me dando no inicio uma vida normal, mas depois colocando limitações, deve ter tido motivos para isso. Me deixou com limitações físicas mas preservou minha mente saudável. Posso falar com as pessoas que amo, apreciar uma boa comida, ver coisas lindas, ler um livro, escrever este texto, apreciar a vida, fazer o meu trabalho e ajudar outras pessoas, que passou a ser meu objetivo neste momento. Isso sim me motiva.
Minha formação em Psicologia me ajudou bastante. Primeiramente, se fosse uma profissional que dependesse dos braços para trabalhar (uma dentista, por exemplo), seria o fim. A Psicologia, além de me ajudar entender que muito dependia de mim, é uma profissão que posso exercer normalmente com minhas deficiências físicas.
O carinho dos familiares e amigos além do apoio dos especialistas (médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogo, psicólogos) é fundamental. No entanto se eu não pensar em mim, dizer o que quero, lutar pelos meus direitos a vida dos outros continua independente da minha e por isso tenho que me manter forte.
O amor que sinto pelo meu marido e minhas filhas faz com que eu queira ser melhor a cada dia para poder compartilhar a vida com eles.
Quando sai do hospital, aceitar ou não, não era uma opção, era um fato.
Na minha cabeça eu podia ficar só lamentando o que aconteceu, sem ao menos sair da cadeira de rodas ou ir a luta para ter minha vida como era de volta. Sei que nunca mais serei como antes, mas trabalho todo dia para melhorar a minha qualidade de vida e deixá-la o mais próxima possível do normal.
Hoje, aos 37 anos, tenho a consciência que sou deficiente física e que esta nova situação me faz lutar por novos direitos. Tenho vontade de trabalhar cada vez mais com pessoas que adquiriram uma deficiência, pois sei que posso contribuir através da minha formação acadêmica e de uma experiência de vida, que é lógico, preferia não ter tido, mas já que me foi imposta, quero tirar o melhor proveito dela.
Meu nome é Eriberto Fleischmann sou professor de Educação Física, 51 anos e a historia que vou relatar à vocês aconteceu comigo no ano de 2007. Tudo corria bem comigo, trabalhava de manhã, a tarde e a noite, quando em duas ocasiões tive uma grande falta de ar. Foram os primeiros alertas de que algo não estava bem. Mas, continuei minha rotina de trabalho, inclusive fiz minha inscrição para a corrida de São Silvestre na qual, no ano anterior, eu havia participado. Fiz alguns exames ECG (eletrocardiograma) e para minha surpresa, apareceu um pequeno problema cardíaco.
Procurei um cardiologista e após alguns exames, foi marcada um cirurgia para correção do problema. Foi marcado o procedimento para 18 de dezembro de 2007, um dia após meu aniversário de casamento (25 anos). A cirurgia foi um sucesso, fui para casa depois de 3 dias e me recuperava bem. Já era véspera de natal, dia 24, e eis que começaria alí, neste dia, exatamente as 10:00 horas da manhã, meu mais terrível pesadelo: tive um AVC isquêmico, que me paralizou o lado direito e a fala, justo a fala que é meu instrumento de trabalho. Rapidamente, minha mulher percebeu a gravidade da situação (não cheguei a perder a consciencia) e rapidamente ela chamou a ambulância e em menos de 40 minutos, já estava sendo atendido no hospital da Unimed, sendo que meu médico cardiologista (dr. Poffo) prontamente certificou-se da parte cardíaca e outro médico cuidou da parte do AVC.
Fiquei 2 dias na UTI, em observação, sempre lúcido, reconhecendo meus parentes e amigos. Depois fui transferido para um quarto e em seguida, começaram as sessões de fisioterapia (o que é muito importante começar o quanto antes). O dr. Norberto Cabral assumiu meu caso, e por indicação dele, fui seguindo suas orientações quanto a minha recuperação, que eram as sessões de fisioterapia, fono, TO, hidroterapia, massoterapia e acunputura. Voltei para casa depois de 10 dias e comecei minha recuperação. Já se passaram 2 anos e me considero 90% recuperado, voltei a dirigir, pedalar, fui até São Paulo (dirigindo) e participei da São Silvetre (15 Km), e continuo fazendo meus exercícios e sessões de fono, pois minha fala ainda está comprometida, mas já consigo conversar um pouco. A fala é mais demorada para recuperar, mas eu contimuo em frente, com muita garra e determinação em Deus. Eu sou a prova viva que é possivel sim, uma boa melhora.
Um abraço
Prof. Ms. Eriberto Fleischmann
CREF – 536-G/SC
Del. Adj. FIEP/SC
Campanha sobre a Inauguração da Unidade AVC do Governo do Ceará.
Inauguração da Unidade AVC do Governo do Ceará from ABAVC on Vimeo.
Abaixo os artigos no O Povo do dia nacional do AVC em Fortaleza.
Na semana de 15 à 30 de outubro, a ABAVC realizou uma série de atividades pela cidade de Joinville. Dessas ações destacamos como significativa a entrega de folhetos informativos á população da cidade, as várias entrevistas em rádios, canais de televisão abertos e fechados e matérias em jornais impressos e, sem dúvida a enriquecedora palestra do Dr. Norberto Cabral intitulada “Porque o AVC é o maior problema de saúde pública do Brasil”?
Durante a entrega de informativos no terminal urbano central de ônibus, o que mais nos impressionou é que apesar das inúmeras campanhas realizadas para alertar a população sobre os fatores de risco para o AVC, iniciativas essas promovidas por vários setores da sociedade desde secretarias de saúde e órgãos privados que apresentam como ação social a promoção da saúde comunitária, o contingente de pessoas que não conseguem fazer a conexão entre hipertensão, diabetes, obesidade, fumo, entre outros e o AVC é bastante preocupante. Característica que nos leva a uma reflexão sobre se realmente a linguagem utilizadas nessas inúmeras campanhas é a mais compreensível ao cidadão dos níveis de instrução menos elevado.
As entrevistas surtiram um efeito encorajador na equipe da ABAVC porque todas tiveram uma boa audiência com repercussão, afinal muitas pessoas fizeram perguntas e enviaram comentários à Associação. O que faz com que nós da entidade sintamos que este realmente é um caminho eficiente para o alcance do nosso principal objetivo que é o de informar a população sobre a prevenção e o tratamento do AVC.
A palestra do Dr. Norberto Cabral, realizada no auditório do Centro Hospitalar da Unimed, informou aos participantes sobre o panorama do AVC no mundo, no Brasil e em Joinville, além de reforçar a necessidade de um trabalho conjunto entre as secretarias de saúdes e os pesquisadores no sentido de lançar recursos financeiros e humanos onde realmente se faz necessário, afinal promover campanhas nos bairros onde a incidência de AVC é menor não terá tanta resolutividade de que a mesma ação no bairro onde a prevalência de ocorrência do AVC é maior.
De maneira geral, consideramos que a campanha deste ano ultrapassou nossas expectativas e acreditamos que conseguimos disseminar a necessidade de se dar mais atenção aos sintomas do AVC, o que deverá fazer com que mais pessoas cheguem a tempo nos hospitais para conseguirem receber o tratamento efetivo na diminuição das seqüelas do AVC que é a terapia trombolítica. Assim, teremos cada vez menos incapacitados em decorrência do AVC, conseguindo abandonar o rankin do AVC como maior causa de incapacidade no país.
Participem da nossa próxima campanha para prevenção do AVC!!!
Seja um associado!!!
Na quarta feira dia 11 de novembro a ABAVC foi convidada a participar do espaço denominado Tribuna Livre da Câmara de Vereadores de Joinville. Para a associação a iniciativa foi válida porque é uma das formas de se conseguir atingir os vereadores da cidade para que despertem o interesse para a atenção ao AVC.
Num primeiro momento tivemos a oportunidade de mostrar algumas ações da entidade e contar um pouco da nossa história. Após a breve apresentação da associação a Drª Carla Moro, falou sobre o que é o AVC e o adequado tratamento do mesmo. Durante a apresentação foram destacados os números lamentáveis a que se submetem os cidadãos da nossa cidade como, por exemplo, ficarem 22 dias no pronto socorro do nosso hospital de referência esperando exames, o fato de somente 25% dos pacientes internados nesse mesmo hospital terem acesso a Unidade de AVC e 80% dos pacientes que recebem alta hospitalar com seqüelas do AVC não conseguirem participar de um programa de reabilitação.
A ABAVC deverá agora fazer parte de uma comissão que irá analisar o mapa da reabilitação em Joinville, e assim poder sugerir ações que venham a favorecer os familiares e pacientes pós AVC.
Assista no video abaixo a participação:
Participação da ABAVC na tribuna livre da Câmara de Vereadores de Joinville
Entrevista realizada em 24 de março de 2006, na U-AVC do HMSJ Joinville/SC com a Sra. Terezinha Hunka, filha da Sra. Sofia Oratch Hunka (vítima de AVC em março de 2006).
Gisele: O que a Sra. Sofia sentiu e quando aconteceu?
Terezinha: A mãe mora com dois filhos e ela foi encontrada caída desmaiada as 6 horas do dia 01 de março em cima do fogão. Inclusive com a mão e o pé queimados com água quente porque ela estava preparando o café.
Gisele: Qual foi a reação dos familiares no momento?
Terezinha: Meus irmãos ligaram para os paramédicos e pra mim. Eles chegaram rápido e conseguiram colocar minha mãe na cama, ela continuava desmaiada. Trouxeram ela para a emergência do Hospital São José.
Gisele: A Sra. Sofia fazia tratamento para alguma doença?
Terezinha: Ela fazia acompanhamento no Posto de Saúde e às vezes no Cardiologista particular porque tem problemas cardíacos e pressão alta. Ela já tomava muitos medicamentos como: metildopa, amiodarona, ácido acetilsalicílico, cloridrato de deltiazen, furosemida e candesartana cilexetila.
Gisele: O que aconteceu no hospital?
Terezinha: No hospital me informaram que era Derrame e que ela precisava tomar um medicamento, trombolítico, com urgência, só que era preciso da minha autorização. Eu estava muito nervosa e não sabia se autorizava ou não. Acabei autorizando.
Gisele: O que a Sra. sabia sobre AVC (Derrame)?
Terezinha: Não muita coisa, achava que derrame era uma parada no coração, que paralisava um lado do corpo.
Gisele: E a Sra. já conhecia esse medicamento trombolítico?
Terezinha: Não. Só sei o que eles me falaram na hora, que poderia ser usado em até 2 ou 3 horas de quando o paciente tem o Derrame e que faz o sangue voltar a circular no cérebro.
Gisele: O que a Sra. aprendeu no hospital sobre AVC?
Terezinha: Que o AVC não é no coração e sim no cérebro, que quando o sangue tá grosso não chega até lá. A pessoa pode ficar sem movimento na metade do corpo, sem falar, confusa, com dificuldade para comer, alterar a visão, ficar tonta e vomitar.
Gisele: E o que causa o AVC, a Sra. sabe?
Terezinha: Fumar, beber, colesterol, gordura, diabetes, problemas no coração e pressão alta.
Gisele: E o que deve fazer a família do paciente assim que perceber que ele está com sinais de AVC?
Terezinha: Deve levar para a emergência de uma hospital, porque tem esse medicamento que pode ser usado em até 3 horas após o derrame. Não deve procurar posto de saúde.
Terezinha Hunka
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